Mulheres e discípulas do Senhor

Fonte: CNBB

Por Dom José Gislon, Bispo de Erexim (RS)

 

O mês de maio, dedicado à Mãe de Jesus, nos traz presente, com maior intensidade, a participação e a importância da mulher no projeto criador e redentor de Deus nosso Pai. À luz do Ano Nacional do Laicato, a Igreja Católica no Brasil quer valorizar a presença e a ação dos “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”. Pelo batismo que receberam, são protagonistas do anúncio do Reino de Deus e chamados a serem “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14) através do testemunho de vida e do compromisso na ação evangelizadora de discípulos e discípulas do Senhor Jesus em nossas comunidades e na sociedade.

Mas seria uma omissão de nossa parte, como Igreja comunidade de fé, vivermos este mês sem manifestarmos gratidão a Deus pela presença materna de Maria no projeto de amor do Pai e na vida da Igreja. Ela foi mãe servidora e discípula de Jesus. Por isso, este mês é tempo propício também para refletirmos e reconhecermos “a dignidade da mulher e a sua indispensável contribuição na Igreja e na sociedade, ampliando sua presença, especialmente na formação e nos espaços decisórios”, como nos lembra o documento 105 da CNBB, sobre os cristãos leigos e leigas.

A participação da mulher sempre esteve presente no projeto de amor de Deus, e a sua atuação na missão e na vida da Igreja ajudou a tornar mais visível o amor do Pai, manifestando sua ternura divina e humana na vida das pessoas, nas famílias e em tantas realidades de abandono, de violência e de dor, muitas vezes desconhecidas ou ignoradas por muitos de nós.

Na sua exortação apostólica Gaudete et Exsultate, sobre a alegria da santidade, falando do caminho para alcançá-la, o Papa Francisco nos lembra que Maria “viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, aquela que conservava tudo no seu coração e se deixou atravessar pela espada… Ela nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos braços, sem nos julgar”. Isto porque ela sabe que o amor é o melhor remédio para curar as feridas do coração que nos afastam de Deus e dos irmãos e irmãs na comunidade de fé.

+ Artigos:

dom-jose-gislon
Deixe o Espírito Santo agir
dom-fernando-areas-rifan
O sopro da vida
dom-adelar-baruffi
dom-aloísio-dilli
Pentecostes
dom-gil-antonio-moreira
dom-reginaldo-andrietta
Amorização que nos salva
dom-jose-alberto-moura
Uma só língua
dom-paulo-mendes-peixoto
Escolhas que Deus faz
dom-odilo
Creio na Igreja
dom-rodolfo-luis-weber
O sagrado direito ao descanso

Desenvolvido por CMC Multimídia